19 de fevereiro de 2013

Pergunto eu... Como tolerar crianças insuportáveis e mal comportadas?!



Como lidar com aquelas crianças que não são nossas, mas que temos de aturar!?
Crianças que não respeitam os mais velhos, que não ouvem nem querem saber de novas conversas para além das delas?!
Como tratar aquelas crianças que nos conseguem tirar do sério? 
Caras de anjos mas que são completos diabretes!
Não devem ser mais que o reflexo dos pais e vivem num mundo irreal conseguindo destabilizar quem convive com elas. E como crianças, não escondem a forma como são criadas, através das conversas que têm e que ouvem ou do que presenciam no seu dia-a-dia.
Imaginem num almoço ou jantar, numa reunião de amigos, familiar...
Gritaria, correrias, gestos de levantar a mão à autoridade, pontapés, empurrões,  e depois o papel de vítima, de tapar o sol com a peneira de "ah não foi nada...foi sem querer".
É intolerável faltas de educação e presenciar situações de deixar fazer, porque o menino é muito inteligente, é pequenino, está a crescer!!
Mas de pequenino é que se torce o pepino e se estas crianças não crescem com regras e limites, de respeitar os mais velhos e a hierarquia familiar, o que serão no futuro?!
Uns déspotas!?
Acho que a culpa é dos progenitores.
Como é que uma criança que mal deixou as fraldas  fala em ser o melhor em tudo, de ter o carro mais potente, de ter o melhor clube do mundo, de ser o mais espertalhão da turma, e de menosprezar o que os outros têm e são?!?! Devemos ser ambiciosos mas usar isso para inferiorizar o seu coleguinha, amigo ou quem seja!? Quem poderá gostar de uma presença assim, de pirralhos com tão falta de humildade e tolerância?! E se caímos no erro de dizer algo ainda melindramos o pai ou a mãe porque acha ser personalidade forte e vincada. 
Para evitar desentendimentos, o melhor é limitar o convívio  até estas crianças amadurecerem, elas ou os pais, e mudarem o seu modo de estar e a conduta perante a sociedade. 
E só podem ser assim, devido a um ambiente familiar destruturado.
Na minha opinião de leiga na matéria, são crianças constantemente penalizadas, muitas vezes demasiado cobradas pelos pais para serem as melhores, mas ao fim de alguns anos, quem vai sofrer verdadeiramente são elas mesmas.
Muitos pais transferem para os filhos aquilo que ambicionam, ou que quiseram ser e não conseguiram. 
A estas histórias costuma-se rematar com aquele cliché..." a vida vai ensinar-lhes!"
Não seria preferível os pais tomarem consciência dos filhos que têm ou mudarem a sua conduta e em boa hora, evitar-lhes alguns dissabores? Mais tarde os problemas de sociabilidade surgem e num bom grupo de amigos é quase impossível de se integrarem.

Devo ser uma mãe muito da má, porque não tolero nem admito nada que fuja à conduta da boa educação. Prefiro o amuo e o choro da repreensão, do que passar a mão pela cabeça e arranjar desculpas para o mau comportamento.
 E por isso mesmo, porquê aturar com o mau comportamento dos filhos dos outros?!

A educação dos filhos é o nosso espelho!

Uma sugestão de livro para este tema...




"Casa de pais...Escola de filhos" - Um livro que reúne uma série de textos simples e directos apresentando conselhos e orientações para resolver e contornar as dificuldades do dia a dia com que cada um se confronta na educação dos filhos.
De Eva Delgado Martins / Editora Livros Horizonte

3 comentários:

  1. Você tem razão, as vezes só resta mesmo evitar o convívio com estas crianças e seus pais omissos.
    Tive uma vizinha de apto que eu gostava muito, nós tinhamos várias coisas em comum, e logo que mudei críamos um vínculo de amizade bem legal, o único porém era o filho de 5 anos dela.
    O menino era fisicamente lindo, cabelinho loiro encaracolado, olhos verdes enormes, parecia um anjo mesmo, mas tinha uma capacidade para o mal e uma malicia que ás vezes nem dava pra acreditar q era uma criança. E a mae complementa à merce dos caprichos, birras e mal criações dele, me dava até pena dela.
    Resultado apesar de gostar muito dela, acabei me afastando, não ia mais à casa deles e algumas vezes cheguei ao cumulo de fingir q não estava em casa pra não ter q receber o "anjinho" , depois de um tempo acabei mudando de ap e nunca mais soube deles. Hoje o menino deve ser um daqueles adolescentes super agradáveis q até mandam a mãe tomar no c*.

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    1. O seu testemunho vai ao encontro da realidade e, não se trata de hiperactividade ou bicho carpinteiro, é mesmo falta de educação, de respeito e valores perante a autoridade de quem educa, que não tem firmeza e estrutura de dizer "Não".
      Agradeço a partilha.

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    2. Os "psicólogos" estão usando a a síndrome de TDAH para justificar crianças mal-criadas incapazes de se comportar e que tem o "talento" de irritar profundamente qualquer um.

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